Cap. 2 - A Escola
Fui para a China em outubro, já esperando ver escolas diferentes
da realidade brasileira, por tudo o que havia lido a respeito e pelo próprio
resultado do PISA.

Mas mesmo todo o preparo não foi suficiente para, de início,
afastar a impressão de que tudo aquilo que eu estava vendo era uma farsa, uma
campanha de propaganda cuidadosamente elaborada pelo governo chinês para iludir
esse forasteiro.

Se não de toda a China - porque o Oeste do país é profundamente
mais atrasado que o leste, e em muitas províncias a situação é de pobreza
extrema - pelo menos naquilo que ocorre nas três províncias que visitei. O
contraste com uma escola brasileira é gritante.
A primeira diferença é do espaço físico, especialmente da
limpeza e do cuidado. A maioria das escolas que visitei não tinha nada muito
sofisticado ou diferente, mas também não tinham nada fora do lugar ou
improvisado.
Os pisos das escolas eram imaculadamente limpos, e em duas ocasiões
presenciei algo que nunca vi no Brasil, nem no tempo de estudante e nem em
visitas a escolas: o diretor ou vice-diretor que nos acompanhava se agachando
para recolher um pedaço de papel caído.
Não visitei nenhuma escola que tivesse os três níveis. A maioria tinha apenas um nível, ou no máximo dois (middle e high). Em algumas escolas cada série ocupava um andar. Essa organização do espaço é relevante.
Pois em
cada andar há uma sala de professores, e essa divisão permite que professores
das mesmas séries estejam em contato frequente e tenham a formação do seu grupo
de estudos facilitado (veja o capítulo 3).
A parede frontal também é ocupada por um quadro negro, depois vem
a mesa da professora e as carteiras e cadeiras dos alunos. Não há grandes
aparatos tecnológicos, decorações, apetrechos etc. Tudo bastante simples.
Só há três diferenças em relação às nossas salas de aula. A
primeira é que, tanto em Xangai quanto Pequim, há uma bandeira da China sobre
todo quadro-negro.
A segunda é que há um data show, através do qual os professores
mostram material didático através de apresentações de Power Point.
O terceiro é que há vassoura e pá ao fundo de todas as salas: cabe
aos alunos a limpeza do seu ambiente. Há equipe de limpeza nas escolas, mas
elas só tomam conta das áreas comuns.
Acompanhei várias aulas de várias séries diferentes. Todas começam
da mesma maneira. A professora não se atrasa, nem os alunos. A professora, de
pé, então se inclina em direção à classe e diz: "bom dia, alunos".
Os alunos então se levantam, se inclinam em direção à professora
e, em uníssono, respondem: "bom dia, professora". Eles então se
sentam e a aula inicia.
Não há chamada nas aulas chinesas. Cada turma tem um professor que
é designado o seu "head teacher" (professor responsável, em tradução
livre), que deve ter um contato mais aprofundado com aquela turma, conhecer
seus alunos, suas famílias etc.
Uma vez por dia, em horário aleatório, o professor responsável
passa pela turma e vê se tem alguém faltando. Se há, ele deve ligar para seus
pais para saber o que está acontecendo. Caso todos estejam lá, o professor dá
uma espiada e vai embora. É um detalhe simples, mas pense em seu efeito.
Se você tem oito períodos por dia e gasta, digamos, três minutos
fazendo chamada, quase meia hora de aula do dia terá sido desperdiçada com esse
ritual. Ajuda o fato de que quase ninguém falta, claro. Nem alunos, e muito
menos professores.
No meu primeiro dia na China, em Pequim, conversava com uma
diretora de escola, Cui Minghua, 55. Perguntei a ela se o absenteísmo de
professores era um problema sério. Ela me olhou algo incrédula, conferiu a
pergunta com a tradutora. Pra simplificar, perguntei quantos professores, em
média, faltavam num determinado dia (a escola é muito grande, com mais de 4 mil
alunos em sete campi).
"Nenhum", ela me disse, ainda sem entender muito onde eu
estava querendo chegar. Então lhe expliquei que em muitos lugares do Brasil o
absenteísmo de professores era um problema sério, que causava o cancelamento de
aulas, a perda de ritmo de ensino etc. A sra.
Cui me pareceu um pouco incrédula, e me contou a sua história para
explicar o porquê de sua incompreensão. Ela estava na carreira há 32 anos,
sendo mais de 20 deles como professora. Em todo esse tempo, tirou uma licença
médica para realizar uma operação, mas fora isso não teve falta nenhuma, em
nenhum ano.
Descobri que havia dois alunos brasileiros lá matriculados, que me
foram apresentados. Ana Clara Pereira de Freitas, carioca de 7 anos, e Giovanni
Iduino, seu conterrâneo de 10, são filhos de diplomatas e estão na China há
pouco mais de um ano.
Nenhum deles mostrou alegria especial por estudar em escola
conduzida por diretora que não falta ao trabalho há trinta anos. "No Rio,
trabalho de casa era fazer uma folhinha de papel e terminou.
Aqui eu volto pra casa às 3 da tarde e preciso ficar fazendo dever
de casa até o jantar", disse Ana. Giovanni confirma a dureza. "Tô
estudando aqui no 4º ano coisas que não estudaria no Brasil nem no 6º.
E num dia em que eu faltei à aula, a professora me perguntou se
achava que por ter faltado ia poder pular a matéria. Aí ela me mandou mais
trabalho de casa pra recuperar a ausência e me obrigou a ficar trabalhando no
horário do almoço". Ambos querem voltar ao Brasil.
O sistema é realmente organizado para que o tempo seja utilizado
de forma efetiva. As aulas têm quarenta minutos de duração e dez minutos de
intervalo entre elas, ao contrário do sistema brasileiro, em que a maioria das
escolas adota aulas de 50 minutos, sem intervalos, exceto o recreio.

Na escola chinesa, os horários são cumpridos à risca, e os alunos
sabem quando a descontração começa e quando ela terá de terminar. Quando a
professora chega à aula, todos estão prontos para começar a lição.

As cadeiras, por sua vez, também estão alinhadas com as carteiras,
e todos os alunos sentam de frente para o quadro negro, costas eretas e pernas
dentro de suas mesas. Sobre estas, todos têm o mesmo material: estojo, caderno
e, quando usado, livro didático.
Na maioria das classes que visitei havia entre 30 e 35 alunos, mas
a média de Xangai é mais alta, de mais de 40 alunos no middle school e 38 no
high school . Sempre que o espaço permitia, cada aluno sentava sozinho. Nas
aulas menores ou mais numerosas, sentavam em pares.
No interior da China, sabe-se que chega a haver até 60 alunos por
sala, e aí há arranjos em que até se formam trios.
O que mais chama a atenção é
que não há "turma do fundão", conversas paralelas ou problemas de
disciplina. Não vi um único aluno pedindo para ir ao banheiro nem, muito menos,
celular tocando.
Em quase todas as aulas que presenciei, a professora tinha o total
domínio da situação e mantinha a atenção de todos os alunos, todo o tempo. Pra
quem está acostumado com salas de aula em que uma minoria costuma prestar
atenção e vários outros grupelhos paralelos se formam, cada qual falando sobre
o seu assunto, foi incrível ver uma sala assim.
Nas aulas chinesas, o valioso e escasso tempo de contato entre
professores e alunos é usado para ensinar. A organização da aula costuma ser
assim: a professora começa recapitulando onde pararam e o que aprenderam na
aula passada, rapidamente.
Depois explica o conteúdo novo. Então faz alguns exercícios, com o
auxílio do data show, em que a idéia subjacente ao conteúdo é explicitada e
testada.
Sempre que possível, esses
exercícios são feitos repetidamente, sob prismas diferentes, pra ter certeza de
que o aluno entendeu o princípio e não apenas se tornou um resolvedor de problemas.
E os exemplos usados eram, várias vezes, ligados a temas de interesse dos
alunos.
Assim, por exemplo, quando estive em uma aula de Matemática da 3ª
série e a professora queria ensinar a calcular o perímetro de uma superfície,
ela usou o exemplo de uma quadra de basquete, um dos esportes mais populares do
país.
Mostrou que aquela quadra tinha 28 metros de largura por 15 de
altura, e então ensinou como o perímetro podia ser derivado: somando-se todos
os lados (28+15+28+15), somando a altura com a largura e multiplicando por dois
[(28+15) x 2] e duplicando cada lado para depois somar [(28x2)+(15x2)].
Abre-se então uma sessão de perguntas e respostas, que tem um
ritual peculiar: quando a pergunta é feita, várias mãos costumam ser erguidas.
Os alunos têm ânsia de participar. E todos levantam a mão exatamente da mesma
maneira: o braço é levantado na altura do ombro, paralelo à mesa de cada um; o
cotovelo é flexionado em um ângulo reto e a mão, espalmada em direção à parede
lateral da sala.
Quando um aluno é selecionado pelo professor, ele ou ela se
levanta antes de responder e se senta logo depois. Depois desse momento,
costuma haver um tempo em que os alunos trabalham sozinhos, fazendo exercícios.
Perto do fim da aula, a professora corrige alguns desses
problemas, normalmente pegando os cadernos de alunos com dificuldades e os
mostrando a todos, mesmo que tenha erro. Se aquele aluno estiver errado, alguém
com a resposta certa será encontrado e explicará a resposta certa para a turma.
E, importante, a professora volta ao aluno que havia dado a
resposta errada e fica com ele para ter certeza de que entendeu onde errou e
como a resposta certa diferia da sua. O circuito é fechado.
Uma série de programas da BBC chamado Chinese Schools, disponível
no youtube, mostra como o processo pode ser cruel: um aluno é chamado à frente
de seus colegas para se penitenciar e desculpar por ter a borracha mais
carcomida da sala. Ele se confessa perdulário e promete cuidar melhor do seu
material no futuro.
O meliante tem 7 anos de idade, e não segura o choro quando a aula
termina. Essa disciplina também é reflexo de uma educação inserida em um
sistema político repressivo, e claramente tem funções de controle social que
vão além dos interesses escolares.
Mas é reconfortante notar que as próprias autoridades educacionais
chinesas, nos níveis mais altos, como o Diretor Geral de Políticas Públicas do
Ministério da Educação, Sun Xiaobing, a quem entrevistei, sabem que essa
disciplina excessiva acaba criando profissionais que talvez possam ter sido
bons operários do sistema fabril dos séculos XIX e XX, mas que não suprem as
demandas de flexibilidade e criatividade que o século XXI demanda.
Há uma iniciativa coordenada, em todos os níveis de governo, para
relaxar esse controle e formar pessoas mais inquisitivas e criativas para a
Economia do Conhecimento.
Como o PC chinês obterá esse triunfo educacional-econômico sem
perder a hegemonia política é assunto para o artigo O século 21 será da China? Por outro lado, a
constatação desses exageros não obscurece uma conclusão inescapável: sem um
mínimo de disciplina e ordem, em que o professor possa se fazer ouvir, não é
possível dar aula.
E sem um sistema em que todos os alunos são ativamente envolvidos
pelo professor e em que os grupos, conversas ou interesses paralelos são
dissolvidos, não é possível haver disciplina. Como no Brasil ainda se confunde
ordem com autoritarismo, a desordem também é confundida com liberalidade, e
dessa bagunça não sai aula que preste.
O caso do caderno dos maus alunos sendo exibido é um exemplo da
transparência radical que permeia o sistema. Os resultados mensais dos alunos
são exibidos para toda a comunidade escolar. Todo aluno sabe como está o seu
desempenho em relação aos seus colegas de turma e de escola.
Em um sistema muito competitivo e justo, essa transparência é
quase indispensável. Porque a educação chinesa é uma corrida constante, em que
apenas os melhores e mais esforçados alunos conseguem chegar às boas
universidades.
O sistema começa igualitarista:
todas as crianças de um bairro vão para a escola daquela área.
Ao final do nível elementary, no 5º ano, há um teste, e para
aqueles alunos (ou seus pais) que querem ir para escolas públicas melhores ou
privadas no nível middle, o resultado desse teste é importante para conseguir
essa melhor colocação.
Esse teste não causa grande consternação à maioria dos alunos
porque seu resultado não é excludente: mesmo os maus alunos continuarão no
sistema e irão para a middle school mais próxima de sua região.
Ao final da middle school, no 9º ano, vem o primeiro teste
realmente importante, o jun kao. Feito em todo o país, ele determina a high
school que o aluno poderá frequentar. Ao fazer o teste, o aluno marca suas 15
escolas preferidas, sendo que pelo menos 14 precisam ser do seu distrito.
A escola em que o aluno poderá entrar será determinada pelo
resultado dessa prova. Os melhores alunos querem ir para as chamadas "key
schools" (escolas-chave). Cada distrito tem pelo menos uma escola-chave,
mas também há as escolas-chave da cidade, da província e, no topo da pirâmide,
as de nível nacional. Essas escolas recebem os melhores alunos, o governo
coloca os melhores professores e devota a elas mais recursos.
Oficialmente, de uns anos pra cá, não há mais escolas-chave e
todas são tratadas igual, mas é um pouco como o regime de castas na Índia: o
governo pode as ter abolido, mas todo mundo sabe quem é da casta dos brahmins e
quem é dos intocáveis.
Apesar de supostamente não existirem mais nas políticas públicos,
alunos, pais e professores ainda usam o termo escola-chave e sabem
perfeitamente quais elas são.
Quem vai bem no jun kao pode ir para uma high school chave, o que
aumenta significativamente as chances de ir bem no gao kao e consequentemente
entrar em uma universidade top.
Quem tem um desempenho mediano segue sua vida acadêmica, sabendo
que as portas das melhores universidades dificilmente se abrirão. E, por
último, quem tem desempenho ruim no jun kao é obrigado a ir para uma escola
vocacional/técnica, que conduzirá ao mundo do trabalho ou, na melhor das
hipóteses, a uma faculdade técnica.
Como o número de alunos das escolas técnicas não é pequeno - na
China como um todo, 47% da matrícula no ensino médio está em escolas
técnicas/vocacionais - e, por outro lado, a competição para entrar na
universidade é muito acirrada, não dar ao aluno e seu pai a noção exata de onde
ele se encontra durante o decorrer de sua vida escolar e quais são suas reais
perspectivas seria quase criminoso.
Ademais, ajuda o fato de que a transparência é para todos: também
os professores recebem notas que são divulgadas entre seus colegas, e também
cada escola é ranqueada em seu distrito e tem sua posição divulgada
publicamente.
O aluno não tem razão para se sentir injustiçado ou perseguido,
portanto: o sistema é o mesmo para todos.
O que contrabalança toda essa cobrança e rigor é o inegável
compromisso de todos os educadores chineses - do professor primário da escola
do interior ao ministro - com o efetivo aprendizado de todos os alunos e com o
seu bem-estar em geral.
A China ainda ostenta um forte sentimento de patriotismo e de
comunidade. Não foram poucos os alunos com quem conversei que disseram ter
vontade de ficar no país para ajudar a construir um projeto coletivo de futuro.
Um mestrando me disse explicitamente que recusaria ofertas salariais mais altas
de empresas estrangeiras, para poder ficar no país.
O sentimento de lealdade familiar e, por extensão, à coletividade
mais ampla está arraigado na cultura chinesa de uma maneira que é difícil para
um ocidental compreender. É paradoxal que um país de 1,3 bilhão de habitantes
se comporte de modo algo provinciano, como uma grande família, mas é verdade.
E em nenhuma área esse desvelo é mais evidente do que na educação,
que representa um enorme esforço dos chineses adultos para com a próxima
geração. Hejio Jiang, 14 anos, é aluna da escola de Xangai que visitamos em
segredo.
Ela estuda muito e está um pouco nervosa com o jun kao. Me contou
um sonho recente: que começou a chover doces em sua sala de aula. Ela é aluna
top 5 da sua aula e top 15 da sua série. Ano passado, suas notas subitamente
caíram, e ela ficou em 36º lugar na série.
Sua professora a chamou para uma conversa particular. Não para
cobrar, reclamar ou dar bronca, mas para saber o que estava acontecendo. Quis
saber como andavam as coisas em casa, se havia brigas, como andava o trabalho
do pai etc. Quis entender o que estava acontecendo e se colocou à disposição
para ajudar.
Notando que não havia nenhum problema familiar, entrou em contato
com os pais e, juntos, trabalharam para que Jiang voltasse a ser uma aluna top,
o que efetivamente aconteceu. Os cuidados também se manifestam nas áreas mais
simples, como o físico.
Nessa escola, me chamou a atenção que 16 dos 25 alunos de uma
turma que visitei usavam óculos. Perguntei ao diretor que nos acompanhava se a
escola fazia testes visuais. Ele me explicou que não apenas aquela escola, e
não apenas testes de visão: em todas as escolas da China todos os alunos passam
por um exame físico básico a cada ano.
Médicos e enfermeiros vêm à escola e passam um dia examinando os
alunos, verificando visão, audição e saúde geral. Confirmei a informação nas
outras escolas em que visitei.
Na mesma escola, quando estávamos entrando em uma aula de artes da
6ª série, uma aluna estava chorando e com dificuldade de caminhar por conta de
uma queda que havia machucado seu joelho.
Imediatamente uma professora veio ficar com ela, confortou-a,
pegou-a pelo braço e a ajudou a caminhar para longe dali. Uns quinze minutos
depois, a mesma professora voltou com a aluna, já recuperada, e a entregou à
sua sala de aula. Me veio à mente uma escola que visitei em Goiânia, em que os
alunos faziam um verdadeiro vale-tudo de pancadaria no horário de recreio.
Um deles veio, com o pé ensangüentado, na direção da coordenadora
pedagógica que conversava comigo. Ele pedia atendimento, mas ela não
interrompeu o seu discurso sobre como eles estavam comprometidos com a formação
do cidadão integral.
Resignado com a desatenção, o aluno cuspiu em seu próprio pé para
tirar o sangue e voltou para sua aula. Há milhares de professores brasileiros
comprometidos com seus alunos e apaixonados por eles, que se importam
profundamente com seu futuro. Mas há outros tantos que adotam a postura cínica
manifestada pela diretora de escola interpretada por Judi Dench no filme
"Notas sobre um Escândalo" , que dá a seguinte dica à professora
novata: "A gente aprende que educar é controlar as massas.
Nós somos uma ramificação do serviço de assistência social.
Console-se com os bons alunos. O resto é rezar e controlar o rebanho."
Na China, não vi esse cinismo - nem em minha visita, nem nos
programas de TV ou livros de relatos feitos por estrangeiros. O sistema
realmente se importa com cada aluno. Essa talvez seja, em síntese, a razão do
sucesso da educação chinesa: ela combina a competitividade dos americanos com o
cuidado e amparo dos melhores sistemas europeus.
A competição, sozinha, tem gerado comportamentos antiéticos e a
seleção e priorização dentre o alunado. E os sistemas sem nenhuma competição e
cobrança, em que tudo é oferecido e pouco é exigido, acabam se tornando
complacentes.
O Brasil não faz nenhum dos dois - bane a competição por
inclinação ideológica, e o fracasso acadêmico dos alunos mostra que a
preocupação com sua formação é conversa mole. A China está conseguindo unir as
duas vertentes. Pode cobrar e exigir muito do aluno porque ele sabe que é pro
seu bem, que o sistema visa os seus interesses.
E também porque o sistema é justo. Não apenas cobra de todos os
alunos, mas cobra ainda mais de seus professores.
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